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Demissões nos Correios fazem parte da lógica entreguista de Temer

  • Publicado: Quinta, 17 de Maio de 2018, 13h36
  • Última atualização em Quarta, 23 de Maio de 2018, 17h50
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Foto: Alessandro Dantas - PTnoSenadoFoto: Alessandro Dantas - PTnoSenado
A possibilidade de fechamento de 513 agências dos Correios e a demissão de aproximadamente cinco mil funcionários ventilada na imprensa nos últimos dias faz parte da estratégia de deterioração e privatização das empresas públicas idealizada pelo governo Temer. Essa é a avaliação predominante da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH), presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS) para debater a situação da empresa.

“O governo Temer está demolindo tudo. Botando abaixo. Isso que os Correios estão passando hoje, já aconteceu com os bancos públicos. Quantas agências [bancárias] já não foram fechadas? Quantos funcionários já não foram demitidos? Basta ver o que estão fazendo com a Eletrobras, a venda de terras. É a entrega total do País. Essa é a filosofia desse governo. Entregar as riquezas, governar para os ricos, pensar apenas no lucro. Não existe preocupação com as pessoas”, criticou a senadora Regina Sousa (PT-PI), presidenta da CDH.

Na última semana, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente dos Correios, Carlos Roberto Fortner, defendeu o fechamento de agências localizadas em regiões próximas uma da outra. Mas, na audiência, o presidente da empresa afirmou que o estudo realizado pelos Correios ainda está longe de ser concluído, sem detalhar a possibilidade de fechamento de agências ou de demissões de funcionários.

“Essa informação saiu sem a conclusão do estudo completo. É como o quadro de um filme inteiro. Nesse quadro, mostra um primeiro número que ainda carece de uma série de estudos que estão em andamento. A empresa não vai fazer a desativação de nenhuma agência sem ter a certeza técnica de que aquela justificativa proposta é razoável para a melhoria da qualidade do atendimento. Esse é o principal propósito do projeto. No final desse processo, entre 2021 e 2022, é inegável que possam ocorrer demissões. Não vou mentir”, disse.

José Rivaldo da Silva, secretário Geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), relatou o clima de apreensão dos funcionários dos Correios com a possibilidade de demissões e fechamento de agências e reclamou da ausência de diálogo dos dirigentes dos Correios com a representação dos trabalhadores.

“Os Correios querem transferir negócios para a iniciativa privada? Para o modelo franqueado? Na ótica de terceirização do serviço? Ou quer discutir um modelo de empresa que atenda toda a população brasileira? A informação que circula nos corredores das empresas, inclusive vindo de gestores, é de que a ideia é fechar todas as agências. E esse é um processo que não tem sido discutido com os trabalhadores. A empresa simplesmente implementa as ações e ficamos sabendo pela imprensa”, criticou. “O presidente da empresa não desmentiu se vão ocorrer demissões nem aqui, nem na imprensa. Ele apenas fala em processo de modernização. Não podemos concordar, em hipótese alguma, com um modelo que tende a demitir trabalhadores”, emendou.

A deputada Érika Kokay (PT-DF) anunciou a apresentação de requerimentos de informação para que se possa ter acesso aos estudos técnicos realizados pelos Correios e compreender “a lógica por detrás do fechamento das agências”.

“Não consigo entender a lógica que está em curso, de fechamento de mais de 500 agências, com uma empresa que pagou para as [agências] franqueadas cerca de 1,5 bilhão [de reais]. Uma empresa na qual as franqueadas lucram mais do que os próprios Correios. Está se falando em cerca de cinco mil demissões”, enfatizou.

Rafael Noronha - PT no Senado

 

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