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Subcomissão do Senado vai monitorar intervenção no Rio

  • Publicado: Quarta, 21 de Fevereiro de 2018, 18h03
  • Última atualização em Quarta, 28 de Fevereiro de 2018, 15h32
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Foto: Agência BrasilFoto: Agência Brasil
A Comissão de Direitos Humanos vai acompanhar de perto a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Um requerimento da senadora Regina Sousa (PT-PI), aprovado na manhã desta quarta-feira (21) cria uma subcomissão temporária para acompanhar a ação das Forças Armadas no estado do Rio de Janeiro.

“Ficamos assustados, depois de ouvir um general dizer que é necessário salvaguardar os soldados para não aparecer uma nova Comissão da Verdade. Quando se quer esse tipo de garantia, dá-se a impressão de que querem cometer atrocidades”, explicou a senadora. Ela se referia a declarações do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas.

As declarações de Villas Bôas são uma alusão à comissão criada durante o governo Dilma Rousseff, que investigou casos de tortura e mortes durante o período da ditadura militar. Hoje, a legislação prevê que eventuais crimes cometidos por militares em ação de trabalho devem ser tratados pela Justiça Militar.

Em discurso ao plenário, a senadora voltou a falar de intervenção. E questionou os motivos que levaram o governo a priorizar a segurança do Rio de Janeiro. “O Rio de Janeiro é a vitrine que a Rede Globo escolheu para mostrar a violência. Aliás, de carnaval a Globo só mostrou o desfile das escolas, porque ela tem exclusividade, mas o resto foi só mostrando arrastões, assaltos. Até há algumas imagens que a gente jura que já viu na vida, pois parecem muito repetidas. O cotidiano do Rio ninguém nega. Agora, não é só o Rio de Janeiro que tem violência, e, portanto, não se justifica o ato extremo”, avaliou.

Regina lembrou que o Rio não tem fábrica de fuzis nem laboratórios de refino de cocaína. “O Rio é depósito. O Rio é repassador. A droga chega lá pronta. As armas chegam lá para serem distribuídas. E, aí, há que perguntar como, por onde vai e quem leva. E está na cara que são as fronteiras. Então, era preciso espalhar o Exército nas fronteiras, nos rios!”, disse, lembrando que essa é a função das Forças Armadas.

A senadora justificou seu voto contra a intervenção, afirmando que este não é o caminho. “Não votei contra o povo do Rio de Janeiro, não; eu votei a favor do povo brasileiro, e votei mostrando o caminho: em vez de o Exército ficar lá no morro revistando mochila de criança, bota o Exército na fronteira para não deixar entrar a droga no Brasil”, concluiu.

 

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