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CPI da Funai mostra como governo Temer persegue movimentos sociais, protesta Regina

  • Publicado: Quinta, 01 de Junho de 2017, 16h36
  • Última atualização em Segunda, 05 de Junho de 2017, 18h33
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Foto: Agência SenadoFoto: Agência Senado
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é a face mais explícita da criminalização dos movimentos sociais. A declaração, da senadora Regina Sousa (PT-PI) foi um protesto contra a forma como o atual governo trata as pessoas que enfrentam a ganância dos latifundiários. Discursando nesta quinta-feira (01/06), a senadora criticou a aprovação do relatório, que propõe o indiciamento de 67 pessoas, entre indígenas, sem terras, indigenistas, antropólogos e juristas e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo

Para a parlamentar, os indiciados são pessoas que lutaram por direitos previstos na lei e enfrentaram a ganância e a fúria dos ruralistas. “Nenhum fazendeiro foi indiciado, “apesar das matanças e chacinas que têm sempre um fazendeiro por trás como mandante”, observou. O PT apresentou dois destaques ao texto do relatório. “Em um deles tentávamos impedir essa ação absurda de indiciar 67 pessoas que atuaram dentro da lei; 67 pessoas que sofrerão os prejuízos de uma ação imposta pelo Estado, que deveria protegê-los”, criticou.

Em outros destaques, o partido tentou impedir o retrocesso dos direitos indígenas proposto pelo texto - segundo a senadora, “um relatório faccioso que não mede as consequências sociais de tais medidas”.

“As acusações contra o ministro José Eduardo Cardozo são um exemplo do terror implantado pelos ruralistas no Brasil pós-golpe”, protestou Regina. Ela lembrou que Cardozo foi acusado, sem fundamento algum, de ter cometido crimes, como associação criminosa, apoio às ações de invasão de propriedade e retardamento de atos de ofício para satisfazer interesses, além de improbidade administrativa.

A senadora disse temer o que virá depois do relatório da CPI. “Vão criminalizar padres, pastores, todo mundo que se envolve em apoio àqueles que precisam mais, que são da área rural, os indígenas, os quilombolas, os sem terras. A parlamentar acrescentou que toda a mobilização promovida pelos ruralistas na CPI foi materializada no relatório assinado pelo deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), e representa um ataque sincronizado às pessoas mais pobres que moram no campo.

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