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“Maio Amarelo não pode ser só o mês de usar fitinha e iluminar prédios”

  • Publicado: Sexta, 26 de Maio de 2017, 12h04
  • Última atualização em Quarta, 31 de Maio de 2017, 12h43
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Foto: Agência SenadoFoto: Agência Senado
A senadora Regina Sousa pediu em plenário, nesta quinta-feira, (25), uma maior atenção dos governos para o crescimento alarmante dos índices de mortos e feridos em acidentes de trânsito. Para ela, é necessário haver mais ações que levem à pacificação e à diminuição da violência no trânsito. “Os dados são alarmantes e nossa juventude está sendo exterminada nesta guerra”, lamentou.

Ela enfatizou que, mesmo em meio aos problemas políticos e econômicos que o Brasil está enfrentando, a vida humana precisa ser priorizada. “Alguma coisa tem de ser feita para que esses dados melhorem”, pediu. Ela defende a conscientização da população como saída para o genocídio no trânsito.

“É com educação; não é só com legislação que se resolve o problema”, afirmou, lembrando que nossas leis em relação ao trânsito preocupam-se basicamente com a repressão. “Se você vai lá e toma a moto do cidadão, que é o instrumento de trabalho dele, ele fica sem poder trabalhar. Ele precisa ser educado; ter conversas para que use a moto corretamente”.
A senadora apresentou aos senadores dados alarmantes: “É muita gente morta ou ferida, principalmente com motos”, destacou. O número de mortos e feridos em acidentes com motos mais que triplicou no País entre 2002 e 2013.” Isso se justifica, porque a venda de motos cresceu. Com a melhora do poder aquisitivo, compraram motos. Ninguém pode ser condenado por isso, por melhorar de vida, mas é preciso educar para usar moto”, insistiu.

Segundo afirmou, 43.075 mortes no trânsito em 2013, 12.040 foram motociclistas. “É impressionante isso, quase a totalidade só de motociclistas ou de passageiros de motos, mais de três vezes os mortos em 2002, quando foram só 3.773 mortes. Já o número de feridos em acidentes com moto quadruplicou no período: passou de 21.692 para 88.682. E olhem que foram considerados feridos apenas aquelas pessoas que necessitaram de internação por 24 horas. Há aquelas pessoas que nem vão: sofrem um ferimento, fazem um curativo em casa, nem chegam a ir aos hospitais ou vão ao hospital do bairro, o que nem é computado como acidente”, relatou.

A senadora lembrou que, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) relata que,em 2014, foram atendidos 12.500 acidentes de motociclistas, enquanto os atendimentos a vítimas de acidentes de carro foram só 1,4 mil. “Há uma guerra no trânsito com que precisamos nos preocupar”, finalizou.

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