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Regina: “Estamos vivendo tempos sombrios”

  • Publicado: Terça, 23 de Outubro de 2018, 17h24
  • Última atualização em Segunda, 12 de Novembro de 2018, 15h10
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Ameaças, intimidações, perseguição, agressões. E o silêncio sepulcral das instituições. O cenário não é dos anos 60, quando a ditadura militar tomou conta do País. É de hoje. Mas a sensação, segundo a senadora Regina Sousa (PT-PI) é a mesma. “Estamos vivendo tempos sombrios”, sintetizou ela, em pronunciamento ao plenário nesta terça-feira (23).

Para Regina, o que o clã Bolsonaro ameaça é um País sob jugo. “Um deles ameaça colocar dez novos ministros no Supremo Tribunal Federal e diz que ninguém terá coragem de declarar inconstitucional qualquer ação do governo e outro diz que a gente ou vai embora ou será preso e ninguém diz nada?”, estranha a senadora, lembrando as intimidações a pessoas identificadas com a esquerda e os movimentos sociais.

A senadora diz que, maior que todas as ameaças dos Bolsonaros foi a fala do coronel Carlos Alves. “Ele chama a ministra Rosa Weber de vagabunda, salafrária, corrupta e diz que o STF é um bando de canalhas”, reproduziu. E acrescentou: “Eu não estou escandalizada com o que ele diz, não; estou escandalizada com o silêncio ensurdecedor das instituições, principalmente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral”.

Nem Congresso nem Supremo, de acordo com a senadora podem se manter em silêncio quando o que está em jogo é a vida das pessoas e a própria democracia. Ela encerrou o pronunciamento com um poema de Dário Castro, filho do senador eleito Marcelo Castro (MDB-PI):

Eu vou eleger a esperança
Contra o ódio, o medo e a insegurança
Eu vou eleger a paz e a união
Contra a violência e a discriminação
Eu vou eleger a sinceridade
Contra a mentira e a maldade
Eu vou eleger a cidadania
Contra quem nos julga por posses ou etnia
Eu vou eleger a liberdade das pessoas de bem
Contra andar armado e continuar refém
Eu vou eleger, sempre, a mensagem do amor
Contra homenagem a torturador
Eu vou eleger a cultura e a educação
Contra o boicote e a perseguição
Eu vou eleger as mulheres, sim
Contra a fraquejada de homens ruins
Eu vou eleger a solidariedade e, juro, com bravura
Contra quem diz: "pobre não tem futuro. Tem que fazer laqueadura"
Eu vou eleger a nossa beleza e a nossa graça
Contra quem aplaude a "branqueada da raça"
Eu vou eleger a nossa bandeira, exaltá-la
Contra a mordaça, o coturno e a bala
Eu vou eleger o debate esclarecedor
Contra o abate num bar em Salvador
Eu vou eleger o Brasil que nos ampara
Contra tudo que nos separa
Eu vou eleger, emocionado, o futuro
Contra o nosso passado obscuro
Eu vou eleger a verdade, os fatos, trazê-los à luz
Contra os milhões pagos para espalhar fake news
Eu vou eleger a caneta
Contra a ponta da baioneta
Eu vou eleger o professor
Contra o sentimento opressor
Eu vou eleger um tocador de violão
Contra quem faz metralhadora com as mãos
Eu vou eleger você, cidadão
E você? O que vai eleger nessa eleição?

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