Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Regina: “Não queremos mais destruição da natureza nem violência contra contra os filhos desta terra”

  • Publicado: Segunda, 05 de Junho de 2017, 18h33
  • Última atualização em Quinta, 22 de Junho de 2017, 12h06
Tamanho da letra:

Foto: Agência SenadoFoto: Agência Senado
A violência da luta pela terra, onde o trabalhador rural, o quilombola e o índio sempre são as maiores vítimas é um dos assuntos prioritários para a senadora Regina Sousa (PT-PI. Desde seu primeiro pronunciamento como senadora, a parlamentar deixa claro o compromisso de colocar sua voz a serviço de quem não tem espaço para protestar. Nesta segunda-feira (06), a senadora piauiense lembrou o Dia do Meio Ambiente com uma homenagem a os mais humildes que habitam e vivem da terra. Entre eles os quilombolas, os indígenas, os pescadores, os sertanejos, os povos da Caatinga, os caiçaras e a população coletora, como é o caso das quebradeiras de coco, dos castanheiros.

“Hoje, matam a terra, matam os filhos da terra e assassinam quem os defende, como fizeram com Chico Mendes e com a Irmã Dorothy (Stang -missionária americana morta há 11 anos por defender os povos nativos da Amazônia brasileira e suas terras)”, protestou.

A senadora lembrou assassinatos e massacres cometidos nos últimos meses, em que ribeirinhos, sertanejos, indígenas, quilombolas e entidades que os defendem são massacrados e sofrem constantes ameaças de morte, negação e violação de direitos e desrespeito constante a seu modo de vida.

“Quem não respeita a terra não respeita também quem está sobre ela. Tenho manifestado meu repúdio publicamente a todo tipo de violência sofrida pela terra e pelo nosso povo, especialmente nos últimos tempos, em que testemunhamos massacres, como o ocorrido com o povo indígena Gamela, lá no Maranhão, e os ocorridos em Colniza, no Mato Grosso, em que se mataram nove trabalhadores, e em Pau D'Arco, no Pará, em que dez vidas de trabalhadores rurais foram ceifadas violentamente numa ação da polícia ,enumerou, enfatizando que os policiais relataram terem sido recebidos à bala, "mas não há um único com um arranhão sequer e, entre os trabalhadores, há dez mortos e catorze feridos”, ressalvou.

Em seu pronunciamento, a senadora recordou ações diametralmente opostas a tudo que se acredita como de respeito ao meio ambiente. Há poucos dias, a Câmara dos Deputados aprovou o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de irregularidades cometidos pela administração da Fundação Nacional do Índio (Funai), que criminalizou os que lutam por justiça social e inocentou os que destroem a vida. No Senado, as Medidas Provisórias 756 e 758, que diminuíram os limites dos parques e florestas nacionais de Jamanxim, desprotegendo rios, florestas e fauna. “Para tudo ser entregue aos grileiros, garimpeiros e ao agronegócio”, observou. Há, ainda, a medida 759, que rebaixou a política agrária.
“Essa das reservas, o Jornal Nacional, no mesmo dia em que foi aprovada, disse que, antes de ser sancionada, já se podia ouvir o barulho das motosserras destruindo a floresta”, lamentou Regina.

Ela concluiu dizendo que dia do Meio Ambiente não é dia de comemoração no Brasil. “É dia de reflexão, de denúncia e de luta contra o projeto colonizador, escravista e explorador que está sendo implantado no Brasil. Não queremos mais destruição da natureza, não queremos mais mortes, não queremos mais ameaças, atentados e outros atos de violência contra a terra nem contra os filhos desta terra".

registrado em:
Fim do conteúdo da página