Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Para Regina, médicos cubanos dificilmente serão substituídos

  • Publicado: Terça, 27 de Novembro de 2018, 17h44
  • Última atualização em Quinta, 06 de Dezembro de 2018, 12h42
  • Acessos: 105
Tamanho da letra:

Foto: Alessandro Dantas/PTnoSenadoFoto: Alessandro Dantas/PTnoSenado
Desde o anúncio do fim da parceria entre Brasil e Cuba, mais de mil e trezentos médicos já retornaram à ilha. Eles atuavam em 16 distritos sanitários especiais indígenas e em 733 municípios de 26 estados, de acordo com dados divulgados pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). “Eles não eram escravos, como denunciam os desinformados ou os que manipulam as informações.

Eram profissionais que atuavam nas profundezas da Amazônia e em locais para onde os doutores brasileiros não queriam ir”, defendeu a senadora Regina Sousa (PT-PI), nesta terça-feira (27), em pronunciamento ao plenário.

Até o dia 12 de dezembro, a previsão é de que o total de mais de oito mil médicos que atuam no país tenha regressado a Cuba. Para a senadora, as notícias que dão conta de que quase o total de vagas oferecidas pelo programa depois da revoada de cubanos significa muito pouco para as populações tradicionalmente desassistidas. “ Os brasileiros não vão ficar em lugares onde o acesso é difícil e demorado”, previu.

Para ela, chamar os profissionais caribenhos de escravos é uma deliberada injustiça. “Quem escraviza é o agronegócio, que mantém cadernetas onde consta até o preço pela liberdade ou as oficinas de costura de grandes confecções”, denunciou.

O edital lançado pelo governo para suprir a ausência dos médicos cubanos tem 8.517 vagas. Embora o número de inscrições para o programa seja alto, secretários de saúde de diversos estados estão preocupados. Em editais anteriores, a adesão também foi alta. Mas os doutores brasileiros desistiam antes mesmo de se apresentar para assumir o cargo ou, no máximo, depois de um ano.

registrado em:
Fim do conteúdo da página