Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Para Regina, não há crescimento quando as taxas de desemprego galopam

  • Publicado: Quinta, 03 de Maio de 2018, 15h07
  • Última atualização em Quarta, 09 de Maio de 2018, 15h49
  • Acessos: 184
Tamanho da letra:

 


Qual é o embasamento do governo para dizer que o Brasil está melhorando e que está tudo caminhando, quando os relatórios do IBGE, da Pesquisa PNAD e das consultorias mostram justamente o contrário? A pergunta foi lançada nesta quinta-feira (3) pela senadora Regina Sousa (PT-PI). Munida dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de abril, e de matéria divulgadas pela grande imprensa, a parlamentar mostrou que a pobreza extrema está em franca ascensão.

 

O número de empregados com carteira assinada é o menor da história das estatísticas do IBGE. São 33 milhões de pessoas. E as vagas que estão surgindo, são voláteis. “É a precarização do emprego”, lamentou a senadora. Ela lembrou que a reforma trabalhista foi a grande responsável por essa precarização, já que as pessoas aceitam trabalhar por hora, o que resulta em renda mensal até menor que o salário mínimo.

 

Regina mostrou a piora no mercado de trabalho, com o crescimento do desemprego em 13,1% no primeiro trimestre de 2018. A população sem trabalho chega a 13,7 milhões no primeiro trimestre deste ano - 1,379 milhão a mais de desempregados em relação aos três meses anteriores.

 

Choca também perceber o grande número de brasileiros que desistiram de procurar uma vaga no mercado de trabalho. No fim de 2017 o País tinha 4,3 milhões de pessoas no desalento. “O que é a pessoa no desalento?”, perguntou a senadora. E respondeu: “ É aquele pessoal que já perdeu a esperança, que já parou de procurar e esse nem conta mais na lista porque a lista do desemprego é mais de quem está procurando emprego”

 

E são os negros os maiores atingidos pelo desemprego, disse a parlamentar. “É um retrocesso social, ainda que os brancos também estejam sendo atingidos”, observou.

 

Outro dado que chama atenção é a queda dos empregos com carteira assinada nas faixas salariais mais altas, o que vai afetar o caixa da Previdência. “Isso vai acabar com a Previdência já, já. Se as pessoas que estão contribuindo estão todas na faixa de até 1,5 salário mínimo, o caixa da Previdência vai definhar logo, logo. As pessoas não estão contribuindo. Os empregos com maior salário sumiram. As contratações estão sendo feitas pelo trabalho intermitente, por hora”, enumerou, prevendo o colapso do sistema previdenciário. “A não ser que isso tenha sido feito de propósito, para poder justificar a Reforma da Previdência, disse.

 

“O 1º de maio passou, e o presidente ainda teve a coragem de fazer mensagem, mas a realidade que a gente vê não é a realidade que o governo está mostrando. Não sei de quem são os dados do governo. Os dados que a gente traz aqui estão expostos aí em todos os meios de comunicação. Não é só de um lado ou do outro. Estão expostos aqui. São números que não há como contestar. Não há crescimento de emprego neste País. É uma mentira o que está sendo dito aqui”, concluiu.

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página