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Direitos Humanos são para todos, inclusive na mídia

  • Publicado: Terça, 12 de Dezembro de 2017, 18h23
  • Última atualização em Quinta, 21 de Dezembro de 2017, 16h42
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seminario DHHseminario DHHCom o objetivo de ampliar o diálogo com veículos e profissionais de comunicação, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, sediou o Seminário “Mídia e Direitos Humanos em Tempos de Sombrios”, na tarde dessa quinta-feira (07), no auditório da instituição. O evento reuniu estudantes, profissionais e pesquisadores das áreas do Direito e da Comunicação Social, além de demais interessados no tema.

Parabenizando o evento, o presidente da OAB-PI, Chico Lucas falou da a responsabilidade com o uso adequado da mídia. “Quando a sociedade clama e legitima os programas que expõem as pessoas de maneira violenta, com sangue, na verdade fragilizam a democracia e, de alguma maneira, possibilita que ela mesma seja a vítima dessa violência. Ninguém pode, em nome de bandeiras que parecem legítimas, fazer massacres, ofender ou assassinar reputações. Isto é muito sério, por isso parabenizo este debate”, ponderou Chico Lucas.

Com uma programação vasta de painéis, o debate buscou estimular as práticas jornalísticas comprometidas com os Direitos Humanos, como instrumento civilizatório que deve ser preservado em qualquer situação. Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI, Marcelo Mascarenhas, é preciso descontruir a imagem equivocada do real propósito das classes que militam nesta área.

“Temos avaliado que, em geral, os meios de comunicação tem atuado de duas formas. De um lado, muitas violações são cometidas e reproduzidas por esses meios. Por outro, a abordagem, quando é feita, ajuda a difundir uma visão preconceituosa dos Direitos Humanos, a do senso-comum de que serve apenas para proteger bandido. É preciso descontruir essa visão. Os Direitos Humanos não se resumem às pessoas privadas de liberdade. Passa também pelo direito da criança e do adolescente, direito dos idosos, da população de rua, dos trabalhadores rurais, das mulheres, da diversidade sexual e de tantas outras que geralmente não ganham espaço nos veículos”, argumentou Marcelo Mascarenhas.

Presente na abertura do evento, a senadora Regina Sousa reafirmou que os Direitos Humanos são para todas as pessoas, dignas de inclusão em todos os ambientes, como na mídia. “É muito importante que o setor jurídico, por meio da OAB, esteja atento às questões que dizem respeito à comunicação no Brasil, geralmente pautado pelas grandes redes, capazes de construir ou destruir reputações através do espetáculo. Para isso é que existem os Direitos Humanos. Direito de todos, inclusive daqueles que não tem voz e visibilidade”, disse a senadora Regina Sousa.

Após a abertura, a jornalista Cynara Menezes ministrou a Conferência de abertura com o tema: Comunicação como Direito Humano Fundamental. “Mais do que a preocupação com a mídia tradicional ou comercial, é extremamente relevante o papel da mídia alternativa, ou seja, aquela que dá ênfase às questões que, de fato, interessam à sociedade. Isso é possível, por exemplo, com o uso das redes sociais, que alargam as possibilidades à diferentes contextos”, ressaltou a jornalista com passagem por diversos meios de comunicação nacionais, como o Jornal Folha de S. Paulo, Veja e Carta Capital.

Durante a programação, foram debatidos ainda os temas: Mídia e Diversidade Sexual, Racismo na Mídia e a Violência Contra a Mulher e Mídia. O evento teve organização da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI, Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal e Escola Superior de Advocacia do Piauí (ESA-Piauí). Além disso, contou com o apoio das Comissões da OAB-PI de Apoio à Vítima de Violência, Direitos Difusos e Coletivos, da Verdade da Escravidão Negra no Brasil e da Diversidade Sexual.

 

Fonte: OAB-PI

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