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Para Regina, reforma da Previdência deveria atingir “andar de cima” em vez dos mais pobres

  • Publicado: Terça, 01 de Agosto de 2017, 17h40
  • Última atualização em Quinta, 10 de Agosto de 2017, 11h47
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Foto: Assimp/Senadora ReginaFoto: Assimp/Senadora Regina
A pressão das ruas é a saída para impedir que o governo atropele os trabalhadores e aprove a Reforma da Previdência sem resistência do Congresso. Para a senadora Regina Sousa (PT-PI), a mobilização popular pode evitar que o texto governista, cheio do que ela chama de “aberrações”, seja votado pelo Senado sem qualquer debate ou possibilidade de aprimoramento. “Precisamos melhorar muito a nossa mobilização, porque senão vai vir o texto da Câmara e aqui no Senado, por mais que façamos emendas, na hora de votar, tem parlamentar que vota (sim) porque o governo mandou”, disse.

Em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos que discutiu as ameaças às aposentadorias especiais propostas pelo Governo, a senadora disse que, se houver mesmo necessidade de alterar regras da concessão de aposentadorias, isso deveria atingir "o andar de cima" e não os trabalhadores. “O que está vindo aí é maldade pura”, disse.

A senadora disse que, antes de mais nada, é preciso ter claro se a reforma é, de fato, necessária. “Vamos ver primeiro se precisa. E, se precisa, vamos ver de onde tirar”, observou, lembrando que uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi aberta justamente para apurar a existência do tão alardeado “déficit da Previdência”.

Para ela, há outros caminhos para resolver problemas e não é justo tirar dos mais pobres. “Vamos tirar de onde pode tirar. Nós mesmos, senadores, podemos ceder um bocado de coisas aqui. Deputados e ministros também”, insistiu, e foi aplaudida por parlamentares e trabalhadores presentes ao debate.

Ela lembrou que, no caso da Reforma Trabalhista, o Senado não pôde mexer “em uma vírgula” da proposta que foi aprovada na Câmara. “E a Reforma Previdenciária vai vir sem que o Senado possa mudar uma vírgula também”, observou.

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